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O QUE É A HIPERTENSÃO ARTERIAL


Em Portugal, mais de três milhões de pessoas sofrem de hipertensão arterial e cerca de 30% não tem conhecimento da sua situação de saúde. Números que são verdadeiramente preocupantes.

A hipertensão é a principal causa de doença cardiovascular e de morte prematura. É uma doença que evolui sem sintomas aparentes, o que pode retardar a preocupação do doente e a visita ao médico. Os danos, contudo, instalam-se silenciosamente e podem afetar inúmeros órgãos. O primeiro passo para a prevenção deste problema é conhecê-lo e saber quais os sintomas a que deve estar atento.

A tensão ou pressão arterial é a força que o sangue exerce nas paredes arteriais ao passar pelos vasos sanguíneos. Todas as pessoas podem, em algum momento da sua vida, apresentar valores elevados de pressão arterial sem que este fenómeno seja necessariamente sinónimo de uma doença.

Esforço físico, stress ou problemas emocionais podem aumentar momentaneamente a pressão arterial. Porém, quando se ultrapassa persistentemente os valores de tensão arterial recomendados nas normas de orientação clínica e estamos perante uma hipertensão crónica, o risco aumenta de forma proporcional aos valores tensionais.

A pressão arterial tem duas medidas: a pressão arterial “máxima” (ou sistólica) e a pressão arterial “mínima” (ou diastólica). A primeira, mais alta, corresponde ao momento em que o coração bombeia o sangue. A segunda, mais baixa, diz respeito ao momento em que o coração está em repouso. Isto significa que é a partir destes dois resultados que é feita a avaliação da sua pressão arterial: 

  máxima < 120 e mínima < 80
normal: máxima 120-129 e/ou mínima 80-84
normal alta: máxima 130-139 e/ou mínima 85-89
hipertensão grau 1: máxima 140-159 e/ou mínima 90-99
hipertensão grau 2: máxima 160-179 e/ou mínima 100-109
hipertensão grau 3: máxima ≥ 180 e/ou mínima ≥ 110
hipertensão sistólica isolada: máxima ≥ 140 e mínima < 90.

O diagnóstico de hipertensão é feito quando uma pessoa apresenta valores de pressão arterial máxima e/ou mínima iguais ou superiores a 140/90 mmHg, mas não deve basear-se em apenas uma leitura. A medição deverá ser feita em, pelo menos, duas ocasiões distintas e com a pessoa em repouso.

No estudo A Saúde dos Portugueses – Um BI em nome próprio, promovido pela Médis, em associação com a Return on Ideas, a hipertensão arterial é a doença diagnosticada com maior prevalência: 25% dos que indicam doença diagnosticada apontam a hipertensão. 49% da amostra procura acompanhar no dia a dia a sua saúde através de monitorização. 25% destes controlam a tensão arterial diariamente.

OS SINAIS A QUE DEVE ESTAR ATENTO


De uma forma geral, a hipertensão arterial não provoca sintomas nos primeiros anos de doença. E quando provoca são sintomas comuns a outras patologias, o que dificulta a sua associação a eventuais problemas de pressão arterial. Isto significa que a prevenção e o diagnóstico adequados passam por medições periódicas.
A maior parte dos hipertensos são assintomáticos, pelo que a hipertensão arterial só pode ser diagnosticada se se fizerem medições frequentes. A primeira manifestação pode já ser a de um acidente vascular.
No entanto, alguns sintomas podem estar associados à: 
hipertensão
cefaleias
tonturas
visão turva ou desfocada
hemorragias nasais
dor no peito
falta de ar
mal-estar generalizado

Com o passar dos anos e a progressão da doença, a hipertensão tende a originar lesões nos vasos sanguíneos e em alguns órgãos vitais, como os rins, o cérebro e o coração. Em alguns casos poderão surgir sintomas associados a estas complicações e que, com um diagnóstico atempado, seriam evitáveis.

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